## FMI pede ações imediatas de política para garantir a retoma do crescimento

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### Principais constatações sobre o crescimento na África Subsariana
- O crescimento económico na África Subsariana em 2016 deve cair para o nível mais baixo em mais de 20 anos.
- O crescimento médio na região será de apenas 1,4% em 2016 — bem abaixo do crescimento populacional.
- A desaceleração reflete dois fatores gerais:
  - Deterioração da conjuntura externa, nomeadamente a descida dos preços dos produtos de base para os seus níveis mais baixos em muitos anos e condições de financiamento muito mais restritivas.
  - Respostas de política, em muitos dos países mais atingidos, que foram tardias e insuficientes, agravando a incerteza, inibindo o investimento privado e asfixiando novas fontes de crescimento.
- Destaque de heterogeneidade regional:
  - A maioria dos países não exportadores de produtos de base — que representam cerca da metade dos países do continente — continua a apresentar bom desempenho.
  - A previsão é que países como Côte d’Ivoire, Etiópia, Senegal e Tanzânia continuem a crescer a taxas superiores a 6%.
  - A maioria dos exportadores de produtos de base enfrenta graves pressões económicas; nos exportadores de petróleo, as perspetivas a curto prazo agravaram-se muito nos últimos meses, com o impacto a estender-se para além do setor petrolífero.
  - Em alguns países não exportadores de produtos de base as condições também permanecem difíceis; por exemplo, na África do Sul, a expansão do produto deve estagnar este ano.

### Projecões condicionais e cenários de recuperação
- Se forem lançadas reformas já nos próximos meses, o crescimento poderia se recuperar para quase 3% em 2017.
- A recuperação depende de ações prontas e coordenadas, sobretudo nos exportadores de petróleo.

### Recomendações de política (esforço de ajustamento em três frentes)
- Forte ajustamento orçamental.
- Políticas alargadas de proteção social.
- Reformas estruturais para facilitar a concorrência e a diversificação.
- Advertência: novos atrasos na abordagem dos graves desequilíbrios macroeconómicos certamente reduziriam ainda mais as perspetivas de crescimento e retardariam uma recuperação robusta e rica em empregos.

### Observações finais sobre potencial e necessidades
- A África Subsariana continua a ser uma região de imenso potencial económico.
- Os países mais atingidos necessitam de um conjunto alargado e internamente coerente de políticas para restabelecer a estabilidade macroeconómica.

*Comunicado de Imprensa n.º 16/464 (P), Fundo Monetário Internacional, 25 de outubro de 2016.*

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