## sump

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### Situação atual e evolução recente
- A estabilidade financeira continuou a melhorar desde a edição de outubro de 2016 do Global Financial Stability Report (GFSR).
- A atividade econômica ganhou impulso, conforme relatado no World Economic Outlook (WEO) de abril de 2017, em meio a condições monetárias e financeiras amplamente acomodatícias.
- As taxas de juros de mais longo prazo subiram, ajudando a reforçar a rentabilidade de bancos e seguradoras.
- Ganhos nos preços de vários ativos refletem uma perspectiva mais otimista; mercados de ações dos Estados Unidos quebraram recordes em março.
- Ágios de risco e volatilidade diminuíram nos últimos seis meses.

### Principais riscos e incertezas
- A elevada incerteza no plano político e nas medidas de política no mundo inteiro traz novas ameaças à estabilidade financeira.
- Riscos específicos:
  - Reformas tributárias e desregulamentações nos Estados Unidos podem criar trajetórias de crescimento e endividamento menos benignas do que o esperado, com aumento acentuado dos ágios de risco e da volatilidade.
  - Uma guinada ao protecionismo nas economias avançadas poderia reduzir o crescimento e o comércio global, prejudicar fluxos de capital e reduzir o otimismo do mercado.
  - Na Europa, tensões políticas combinadas com falta de avanços na resolução das dificuldades estruturais dos sistemas bancários e altos níveis de endividamento poderiam reavivar receios de instabilidade financeira.
  - Potencial de desregulamentação financeira ampla ou redução da cooperação global poderia prejudicar avanços na estabilidade financeira.
- Os mercados têm mantido uma postura relativamente otimista, sugerindo potencial para uma reprecificação abrupta dos riscos caso as políticas decepcionem.

### Empresas dos EUA e questões de alavancagem
- Balanços de muitas empresas não financeiras estão bem posicionados para ampliar investimentos; reduções nas cargas tributárias poderiam favorecer o fluxo de caixa.
- As reformas propostas podem aumentar a aceitação de riscos financeiros e, em certos setores, elevar a alavancagem.
- Os setores que mais investiram são os mais alavancados; contração de mais dívidas para financiar investimentos adicionais aumentará vulnerabilidades.
- Em um cenário de elevação dos ágios de risco em nível mundial, o aumento da alavancagem poderia afetar ativos de empresas com capacidade de serviço de dívida particularmente baixa em quase US$ 4 trilhões, ou quase um quarto dos ativos empresariais considerados.
- Recomendações:
  - Monitorar com atenção o aumento da alavancagem e a deterioração da qualidade creditícia.
  - Reguladores devem tomar medidas preventivas contra excesso de risco financeiro.
  - Implementar medidas prudenciais e de supervisão quando políticas de estímulo aumentem investimento financiado por dívidas.
  - Reformas tributárias que reduzam incentivos ao financiamento por endividamento poderiam ajudar a atenuar riscos de aumento da alavancagem e encorajar redução da alavancagem que conta com benefícios tributários.

### Riscos e resiliência das economias de mercados emergentes
- Economias de mercados emergentes continuam a reforçar resiliência por redução de alavancagem das empresas e de vulnerabilidades externas.
- Projeta-se que seu crescimento continue a melhorar com ganhos dos exportadores de commodities e efeitos indiretos do crescimento das economias avançadas.
- Riscos permanecem elevados devido à incerteza política e de políticas globais, que abrem novos canais para repercussões negativas.
- Impactos potenciais:
  - Países com fortes laços financeiros e comerciais internacionais poderiam sofrer com condições financeiras globais mais restritas ou medidas comerciais adversas.
  - Esses riscos poderiam acrescentar US$ 130–230 bilhões ao volume de dívidas em risco das empresas menos sólidas.
  - Reversão abrupta do ambiente externo favorável poderia intensificar riscos em países cujos bancos mais vulneráveis lutam para manter qualidade de ativos e provisionar reservas adequadas.
- China:
  - Rápida expansão do crédito intensifica riscos à estabilidade financeira.
  - Ativos bancários chineses agora representam mais do triplo do PIB.
  - Muitas instituições financeiras dependem excessivamente do financiamento por atacado, com defasagens acentuadas entre ativos e passivos e riscos elevados de liquidez e crédito.
  - Recentes turbulências nos mercados monetários ilustram vulnerabilidades no sistema cada vez mais amplo, opaco e interconectado da China.
- Recomendações para mercados emergentes:
  - Preservar estabilidade financeira reforçando supervisão e governança bancária e mantendo ferramentas macroprudenciais robustas.
  - Monitorar vulnerabilidades em países com amplas posições líquidas em moeda estrangeira ou descasamentos de prazos de títulos em moeda estrangeira.
  - Fortalecer empresas e sistema bancário com atitude proativa de monitorar e reduzir vulnerabilidades e aperfeiçoar mecanismos de reestruturação.
  - Na China: direcionar supervisão aos riscos emergentes, especialmente rápido crescimento dos ativos de bancos menores, crescente utilização de financiamento por atacado e riscos de interconexões entre produtos bancários paralelos e mercados interbancários; medidas para reduzir tensão entre metas de alto crescimento e necessidade de desalavancagem.

### Sistemas bancários europeus: desafios estruturais e soluções necessárias
- Avanços consideráveis no setor bancário europeu, com elevação do preço das ações de bancos devido a inflexão cíclica nas economias avançadas.
- Uma recuperação cíclica por si só não será suficiente para restaurar rentabilidade de bancos persistentemente frágeis.
- Quase três quartos dos bancos domésticos apresentaram retornos fracos em 2016 (definidos como menos de 8% de retorno sobre o capital próprio).
- Características estruturais que exacerbam desafios:
  - Excesso de bancos (natureza e intensidade variam por país).
  - Sistemas com grande volume de ativos em relação ao porte da economia, grande quantidade de bancos frágeis ou demasiada presença de bancos regionais.
  - Consequências: oportunidades limitadas de concessão de crédito, elevada quantidade de agências em relação aos ativos, maiores custos e menores eficiências operacionais.
- Riscos sistêmicos:
  - Dificuldades estruturais podem afetar rentabilidade de bancos de grande porte e importância sistêmica.
  - Baixa rentabilidade, falta de acesso a capitais privados e volumosos empréstimos improdutivos dificultam recuperação e podem reavivar riscos sistêmicos.
- Recomendações para Europa:
  - Bancos devem buscar soluções para problemas nos modelos de negócios via consolidação, racionalização da rede de agências e investimentos em tecnologia para aumentar eficiência.
  - Supervisores estão dando maior ênfase ao exame de modelos de negócios dos bancos.
  - Considerar avaliações específicas da qualidade dos ativos de bancos não submetidos a esse processo.
  - Reguladores devem agir para lidar com instituições inviáveis e eliminar excesso de capacidade.
  - Tratar empréstimos improdutivos e criar mecanismos para acelerar recuperação.
  - São necessários mais avanços na redução do excesso de bancos nos países com maiores desafios.

### Política regulatória e risco de desregulamentação
- O programa de reformas pós-crise reforçou supervisão, aumentou reservas de capital e liquidez e melhorou cooperação entre reguladores.
- Proceder com cautela ao considerar eventuais desregulamentações no futuro.
- Observações:
  - A atenuação de normas regulatórias impõe maiores riscos à estabilidade financeira.
  - Decisões de abandonar regras de forma descoordenada ou unilateral podem resultar em fragmentação financeira e em processo competitivo de deterioração das normas.
  - É essencial concluir o programa de reformas regulatórias para assegurar resolução de fragilidades e reduzir incerteza.
  - Há espaço para refletir sobre impactos e consequências imprevistas das reformas, mas tal avaliação não deve desfazer os amplos avanços obtidos.

### Capítulos temáticos: impactos de crescimento fraco e integração financeira
- Capítulo 2 — Crescimento fraco e taxas de juros baixas:
  - Economias avançadas enfrentam período prolongado de taxas de juros baixas e crescimento fraco desde a crise financeira global; taxas de juros reais vêm caindo constantemente nas últimas três décadas.
  - Curvas de rendimento provavelmente tornar-se-iam mais horizontais, reduzindo ganhos dos bancos — sobretudo de instituições menores, financiadas por depósitos e menos diversificadas — e criando dificuldades duradouras para seguradoras de vida e fundos de pensão com benefícios definidos.
  - Se não for possível uma queda das taxas de depósito dos bancos para valores significativamente abaixo de zero, os lucros do sistema bancário seriam pressionados ainda mais.
  - Bancos menores, financiados por depósitos e menos diversificados, seriam os mais prejudicados.
  - Mudanças potenciais na intermediação financeira:
    - diminuição da demanda de crédito;
    - aumento da demanda familiar por serviços de pagamentos;
    - evolução de bancos domésticos para prestação de serviços básicos com ênfase em pagamento de tarifas;
    - aumento da demanda por seguros de saúde e cuidados de longo prazo;
    - aceleração da transição para planos de pensão privada com contribuições definidas;
    - diminuição da demanda por produtos de poupança de longo prazo com retorno garantido oferecidos por seguradoras;
    - aumento da demanda por fundos de índices passivos.
  - Quadros prudenciais devem oferecer incentivos para assegurar estabilidade a longo prazo, evitando ceder às pressões de desregulamentação para aliviar desconforto de curto prazo.
- Capítulo 3 — Capacidade de influenciar condições financeiras internas:
  - Países podem manter influência sobre condições financeiras internas em um sistema financeiro internacional integrado; maior integração complica gestão, mas não elimina controle.
  - Índices de condições financeiras desenvolvidos permitem comparar economias avançadas e mercados emergentes.
  - Conclusão: condições financeiras globais são responsáveis por 20-40% da variação nas condições financeiras internas dos países, com diferenças notáveis entre economias.
  - A importância desse fator global não parece ter aumentado muito nas últimas duas décadas.

### Influência das condições financeiras mundiais sobre condições internas
- Um componente comum (as condições financeiras mundiais) responde por cerca de 20% a 40% da variação do ICF interno, com notável heterogeneidade entre os países.
- As condições financeiras mundiais são importantes, mas, em média, os países ainda parecem ter domínio de suas próprias condições financeiras — mais especificamente por meio da política monetária.
- Contudo, a rapidez e o vigor com que choques externos afetam as condições financeiras internas podem dificultar uma reação de política oportuna e eficaz.
- Consequências e vulnerabilidades para economias de mercados emergentes:
  - As economias de mercados emergentes tendem a ter uma parcela maior da variabilidade do ICF explicada pelas condições financeiras mundiais.
  - Esses países, em especial, devem preparar-se para enfrentar condições financeiras externas mais rigorosas.
  - Recomenda-se preparação pró-ativa para as implicações de um aperto financeiro em escala mundial.
- Políticas recomendadas para aumentar resiliência interna:
  - Promover o aprofundamento financeiro no plano interno para reforçar a resiliência a choques financeiros globais.
  - Desenvolvimento de uma base de investidores locais.
  - Promoção da liquidez e do aprofundamento dos mercados de capitais e de títulos para amortecer o impacto de choques financeiros externos.

_ITALIC: GLOBAL FINANCIAL STABILITY REPORT — ABRIL DE 2017; Capítulos 2 e 3; 6 de abril de 2017_

### 1.      A estabilidade financeira continuou a melhorar desde a edição de outubro de 2016 do

### sump - 1.      A estabilidade financeira continuou a melhorar desde a edição de outubro de 2016 do

### Situação atual e evolução recente
- A estabilidade financeira continuou a melhorar desde a edição de outubro de 2016 do Global Financial Stability Report (GFSR).
- A atividade econômica ganhou impulso, conforme relatado no World Economic Outlook (WEO) de abril de 2017, em meio a condições monetárias e financeiras amplamente acomodatícias.
- As taxas de juros de mais longo prazo subiram, ajudando a reforçar a rentabilidade de bancos e seguradoras.
- Ganhos nos preços de vários ativos refletem uma perspectiva mais otimista; mercados de ações dos Estados Unidos quebraram recordes em março.
- Ágios de risco e volatilidade diminuíram nos últimos seis meses.

### Principais riscos e incertezas
- A elevada incerteza no plano político e nas medidas de política no mundo inteiro traz novas ameaças à estabilidade financeira.
- Riscos específicos:
  - Reformas tributárias e desregulamentações nos Estados Unidos podem criar trajetórias de crescimento e endividamento menos benignas do que o esperado, com aumento acentuado dos ágios de risco e da volatilidade.
  - Uma guinada ao protecionismo nas economias avançadas poderia reduzir o crescimento e o comércio global, prejudicar fluxos de capital e reduzir o otimismo do mercado.
  - Na Europa, tensões políticas combinadas com falta de avanços na resolução das dificuldades estruturais dos sistemas bancários e altos níveis de endividamento poderiam reavivar receios de instabilidade financeira.
  - Potencial de desregulamentação financeira ampla ou redução da cooperação global poderia prejudicar avanços na estabilidade financeira.
- Os mercados têm mantido uma postura relativamente otimista, sugerindo potencial para uma reprecificação abrupta dos riscos caso as políticas decepcionem.

### Empresas dos EUA e questões de alavancagem
- Balanços de muitas empresas não financeiras estão bem posicionados para ampliar investimentos; reduções nas cargas tributárias poderiam favorecer o fluxo de caixa.
- As reformas propostas podem aumentar a aceitação de riscos financeiros e, em certos setores, elevar a alavancagem.
- Os setores que mais investiram são os mais alavancados; contração de mais dívidas para financiar investimentos adicionais aumentará vulnerabilidades.
- Em um cenário de elevação dos ágios de risco em nível mundial, o aumento da alavancagem poderia afetar ativos de empresas com capacidade de serviço de dívida particularmente baixa em quase US$ 4 trilhões, ou quase um quarto dos ativos empresariais considerados.
- Recomendações: monitorar com atenção o aumento da alavancagem e a deterioração da qualidade creditícia; reguladores devem tomar medidas preventivas contra excesso de risco financeiro; medidas prudenciais e de supervisão são necessárias quando políticas de estímulo aumentam investimento financiado por dívidas.
- Nota sobre política tributária: Reformas tributárias que reduzam incentivos ao financiamento por endividamento poderiam ajudar a atenuar riscos de aumento da alavancagem e encorajar redução da alavancagem que conta com benefícios tributários.

### Riscos e resiliência das economias de mercados emergentes
- Economias de mercados emergentes continuam a reforçar resiliência por redução de alavancagem das empresas e de vulnerabilidades externas.
- Projeta-se que seu crescimento continue a melhorar com ganhos dos exportadores de commodities e efeitos indiretos do crescimento das economias avançadas.
- Riscos permanecem elevados devido à incerteza política e de políticas globais, que abrem novos canais para repercussões negativas.
- Impactos potenciais:
  - Países com fortes laços financeiros e comerciais internacionais poderiam sofrer com condições financeiras globais mais restritas ou medidas comerciais adversas.
  - Esses riscos poderiam acrescentar US$ 130–230 bilhões ao volume de dívidas em risco das empresas menos sólidas.
  - Reversão abrupta do ambiente externo favorável poderia intensificar riscos em países cujos bancos mais vulneráveis lutam para manter qualidade de ativos e provisionar reservas adequadas.
- China:
  - Rápida expansão do crédito intensifica riscos à estabilidade financeira.
  - Ativos bancários chineses agora representam mais do triplo do PIB.
  - Muitas instituições financeiras dependem excessivamente do financiamento por atacado, com defasagens acentuadas entre ativos e passivos e riscos elevados de liquidez e crédito.
  - Recentes turbulências nos mercados monetários ilustram vulnerabilidades no sistema cada vez mais amplo, opaco e interconectado da China.
- Recomendações para mercados emergentes:
  - Preservar estabilidade financeira reforçando supervisão e governança bancária e mantendo ferramentas macroprudenciais robustas.
  - Monitorar vulnerabilidades em países com amplas posições líquidas em moeda estrangeira ou descasamentos de prazos de títulos em moeda estrangeira.
  - Fortalecer empresas e sistema bancário com atitude proativa de monitorar e reduzir vulnerabilidades e aperfeiçoar mecanismos de reestruturação.
  - Na China: direcionar supervisão aos riscos emergentes, especialmente rápido crescimento dos ativos de bancos menores, crescente utilização de financiamento por atacado e riscos de interconexões entre produtos bancários paralelos e mercados interbancários; medidas para reduzir tensão entre metas de alto crescimento e necessidade de desalavancagem.

### Sistemas bancários europeus: desafios estruturais e soluções necessárias
- Avanços consideráveis no setor bancário europeu, com elevação do preço das ações de bancos devido a inflexão cíclica nas economias avançadas.
- Uma recuperação cíclica por si só não será suficiente para restaurar rentabilidade de bancos persistentemente frágeis.
- Quase três quartos dos bancos domésticos apresentaram retornos fracos em 2016 (definidos como menos de 8% de retorno sobre o capital próprio).
- Características estruturais que exacerbam desafios:
  - Excesso de bancos (natureza e intensidade variam por país).
  - Sistemas com grande volume de ativos em relação ao porte da economia, grande quantidade de bancos frágeis ou demasiada presença de bancos regionais.
  - Consequências: oportunidades limitadas de concessão de crédito, elevada quantidade de agências em relação aos ativos, maiores custos e menores eficiências operacionais.
- Riscos sistêmicos:
  - Dificuldades estruturais podem afetar rentabilidade de bancos de grande porte e importância sistêmica.
  - Baixa rentabilidade, falta de acesso a capitais privados e volumosos empréstimos improdutivos dificultam recuperação e podem reavivar riscos sistêmicos.
- Recomendações para Europa:
  - Bancos devem buscar soluções para problemas nos modelos de negócios via consolidação, racionalização da rede de agências e investimentos em tecnologia para aumentar eficiência.
  - Supervisores estão dando maior ênfase ao exame de modelos de negócios dos bancos.
  - Considerar avaliações específicas da qualidade dos ativos de bancos não submetidos a esse processo.
  - Reguladores devem agir para lidar com instituições inviáveis e eliminar excesso de capacidade.
  - Tratar empréstimos improdutivos e criar mecanismos para acelerar recuperação.
  - São necessários mais avanços na redução do excesso de bancos nos países com maiores desafios.

### Política regulatória e risco de desregulamentação
- O programa de reformas pós-crise reforçou supervisão, aumentou reservas de capital e liquidez e melhorou cooperação entre reguladores.
- Proceder com cautela ao considerar eventuais desregulamentações no futuro.
- Observações:
  - A atenuação de normas regulatórias impõe maiores riscos à estabilidade financeira.
  - Decisões de abandonar regras de forma descoordenada ou unilateral podem resultar em fragmentação financeira e em processo competitivo de deterioração das normas.
  - É essencial concluir o programa de reformas regulatórias para assegurar resolução de fragilidades e reduzir incerteza.
  - Há espaço para refletir sobre impactos e consequências imprevistas das reformas, mas tal avaliação não deve desfazer os amplos avanços obtidos.

### Capítulos temáticos: impactos de crescimento fraco e integração financeira
- Capítulo 2 — Crescimento fraco e taxas de juros baixas:
  - Economias avançadas enfrentam período prolongado de taxas de juros baixas e crescimento fraco desde a crise financeira global; taxas de juros reais vêm caindo constantemente nas últimas três décadas.
  - Curvas de rendimento provavelmente tornar-se-iam mais horizontais, reduzindo ganhos dos bancos — sobretudo de instituições menores, financiadas por depósitos e menos diversificadas — e criando dificuldades duradouras para seguradoras de vida e fundos de pensão com benefícios definidos.
  - Se não for possível uma queda das taxas de depósito dos bancos para valores significativamente abaixo de zero, os lucros do sistema bancário seriam pressionados ainda mais.
  - Bancos menores, financiados por depósitos e menos diversificados, seriam os mais prejudicados.
  - Mudanças potenciais na intermediação financeira: diminuição da demanda de crédito; aumento da demanda familiar por serviços de pagamentos; evolução de bancos domésticos para prestação de serviços básicos com ênfase em pagamento de tarifas; aumento da demanda por seguros de saúde e cuidados de longo prazo; aceleração da transição para planos de pensão privada com contribuições definidas; diminuição da demanda por produtos de poupança de longo prazo com retorno garantido oferecidos por seguradoras; aumento da demanda por fundos de índices passivos.
  - Quadros prudenciais devem oferecer incentivos para assegurar estabilidade a longo prazo, evitando ceder às pressões de desregulamentação para aliviar desconforto de curto prazo.
- Capítulo 3 — Capacidade de influenciar condições financeiras internas:
  - Países podem manter influência sobre condições financeiras internas em um sistema financeiro internacional integrado; maior integração complica gestão, mas não elimina controle.
  - Índices de condições financeiras desenvolvidos permitem comparar economias avançadas e mercados emergentes.
  - Conclusão: condições financeiras globais são responsáveis por 20-40% da variação nas condições financeiras internas dos países, com diferenças notáveis entre economias.
  - A importância desse fator global não parece ter aumentado muito nas últimas duas décadas.

_Italic: Conteúdo baseado no capítulo fornecido do Global Financial Stability Report (GFSR)._

### 18.      Apesar do impacto significativo dos choques financeiros globais, os países parecem

### 18.      Apesar do impacto significativo dos choques financeiros globais, os países parecem 

### Influência das condições financeiras mundiais sobre condições internas
- Um componente comum (as condições financeiras mundiais) responde por cerca de 20% a 40% da variação do ICF interno, com notável heterogeneidade entre os países.
- As condições financeiras mundiais são importantes, mas, em média, os países ainda parecem ter domínio de suas próprias condições financeiras — mais especificamente por meio da política monetária.
- Contudo, a rapidez e o vigor com que choques externos afetam as condições financeiras internas podem dificultar uma reação de política oportuna e eficaz.

### Consequências e vulnerabilidades para economias de mercados emergentes
- As economias de mercados emergentes tendem a ter uma parcela maior da variabilidade do ICF explicada pelas condições financeiras mundiais.
- Esses países, em especial, devem preparar-se para enfrentar condições financeiras externas mais rigorosas.
- Recomenda-se preparação pró-ativa para as implicações de um aperto financeiro em escala mundial.

### Políticas recomendadas para aumentar resiliência interna
- Promover o aprofundamento financeiro no plano interno para reforçar a resiliência a choques financeiros globais.
- Desenvolvimento de uma base de investidores locais.
- Promoção da liquidez e do aprofundamento dos mercados de capitais e de títulos para amortecer o impacto de choques financeiros externos.

### Síntese do capítulo 2: crescimento fraco, taxas de juros baixas e intermediação financeira (resumo selecionado)
- As economias avançadas atravessam um período prolongado de taxas de juros baixas e crescimento fraco desde a crise financeira mundial.
- Taxas de juros reais vêm declinando continuamente nas três últimas décadas.
- Persistência de uma conjuntura prolongada de juros baixos constituiria um desafio considerável para instituições financeiras, implicando mudanças significativas em modelos de negócios de bancos, seguradoras e fundos de pensão.
- Consequências esperadas:
  - Curvas de rendimento possivelmente mais horizontais, reduzindo ganhos dos bancos e impondo desafios às seguradoras de vida e fundos de pensão com benefícios definidos.
  - Bancos de menor porte, menos diversificados e financiados por depósitos seriam os mais prejudicados, potencialmente aumentando pressão por consolidação.
  - Mudança da demanda: redução da demanda de crédito por parte de famílias e empresas; aumento da demanda das famílias por depósitos com liquidez e por serviços de pagamentos.
  - Transformações em previdência e seguros: menor atratividade de planos de pensão com benefícios definidos; maior demanda por planos de saúde e cuidados de longo prazo; enfraquecimento da demanda por produtos de poupança de longo prazo com retorno garantido; crescimento da procura por fundos de índice passivos.
- Políticas necessárias:
  - Quadros prudenciais que incentivem estabilidade de prazo mais longo e evitem desregulamentação de curto prazo.
  - Facilitar consolidação suave e saída de instituições inviáveis, limitar aumentos excessivos da assunção de riscos e mitigar problema de instituições grandes demais para falir.
  - Impor requisitos de solvência econômica para incentivar ajustamentos nos modelos de negócios das seguradoras de vida.
  - Reforçar supervisão e regulamentação das atividades de gestão de ativos à medida que a participação desse segmento cresce.

*GLOBAL FINANCIAL STABILITY REPORT — ABRIL DE 2017; Capítulos 2 e 3; 6 de abril de 2017*

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_Source: https://www.imf.org/-/media/files/publications/gfsr/2017/april/portuguese/pdf/sump.pdf_
