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(Foto: Charles Platiau/Reuters/Newscom)

Gráfico da semana: Um mapa dos pontos fracos das finanças mundiais

19 de junho de 2019

De onde virá a próxima crise financeira? Em poucas palavras: ninguém sabe! Podemos, porém, procurar vulnerabilidades no sistema que podem se transformar em problemas se não forem sanadas.

Mas o que queremos dizer com vulnerabilidade? Trata-se de um ponto fraco que pode se ampliar e disseminar um choque econômico inesperado, aumentando o nível de risco para o sistema financeiro. É como o impacto de um terremoto em uma casa construída em um banco de areia, em vez de uma rocha. No mundo financeiro, a base pode apresentar fissuras em consequência de níveis elevados de dívida e de descasamentos entre os fatores de risco das instituições, como moedas e prazos de vencimento de suas obrigações.

Um desses pontos fracos é o nível de endividamento das empresas americanas e os riscos assumidos pelos investidores nesses títulos. Cada vez mais se empresta a empresas altamente endividadas com classificação de crédito ruim e isso pode representar uma fissura crescente no sistema.

Essa e outras vulnerabilidades estão refletidas no gráfico da semana, em uma escala de cinco pontos que vai da mais baixa (em verde escuro) até a mais alta (em vermelho) para seis setores e cinco grupos de países. O gráfico mostra a distribuição das vulnerabilidades em seis setores de cinco regiões e se baseia em dezenas de indicadores que abrangem as duas últimas décadas. Para mais detalhes, consulte o anexo online da edição de abril de 2019 do Global Financial Stability Report.

Chart 1

O gráfico mostra que, historicamente, as vulnerabilidades são altas em vários setores. A dívida pública da área do euro continua a ser uma das vulnerabilidades mais sérias que perturbam o sistema financeiro internacional, e também é alta nos Estados Unidos e em muitos países de mercados emergentes. Nas economias avançadas fora da área do euro, o endividamento das famílias é elevado. Na China, as vulnerabilidades são agudas em vários setores, como as instituições financeiras não bancárias.

Ao saber quais vulnerabilidades são altas ou estão em elevação, as autoridades podem tomar medidas para proteger seus próprios sistemas financeiros, assim como o sistema financeiro mundial. Por exemplo, podem obrigar os bancos a levantar mais capital, reduzir os níveis de dívida pública ou restringir o endividamento das famílias ou empresas. Mas as lacunas nos dados continuam a ser um grande obstáculo para a realização de uma análise abrangente das vulnerabilidades e precisam ser corrigidas.