Perspetivas Económicas Regionais

África Subsariana
Abril de 2026
Após crescer 4,5% em 2025, a África Subsariana entrou em 2026 tirando partido dos benefícios gerados por progressos na estabilização conquistados a custo. Mas a guerra no Médio Oriente turvou as perspetivas. O choque causou um rápido aumento dos preços das matérias-primas, sobretudo dos combustíveis e fertilizantes. A pobreza, a insegurança alimentar e outros indicadores sociais, já fragilizados pela pandemia, poderão deteriorar-se ainda mais com a redução da ajuda externa e a subida dos preços dos alimentos.
O crescimento regional deverá diminuir para 4,3% em 2026, mas existe uma considerável heterogeneidade entre países. Os riscos descendentes são consideráveis num contexto de incerteza mundial e vulnerabilidades macroeconómicas regionais. As autoridades devem priorizar a formulação de políticas que respondam ao choque a curto prazo e reforcem a resiliência a médio prazo.
O capítulo principal é complementado por dois capítulos analíticos. O primeiro analisa as implicações macroeconómicas dos cortes na ajuda pública ao desenvolvimento. O segundo foca-se nas reformas estruturais prioritárias com vista a aumentar a produtividade e apoiar o crescimento impulsionado pelo setor privado e gerador de emprego.
Após crescer 4,5% em 2025, a África Subsariana entrou em 2026 tirando partido dos benefícios gerados por progressos na estabilização conquistados a custo. Mas a guerra no Médio Oriente turvou as perspetivas. Prevê-se que o crescimento da região recue 0,2 pontos percentuais, situando-se em 4,3% em 2026
Os choques na ajuda não têm precedentes em escala, velocidade e incerteza. Os Estados frágeis e de baixo rendimento são os mais afetados e têm menor margem de manobra para a implementação de políticas. Os resultados dependem de decisões difíceis: proteger a ajuda de elevado impacto, alargar o conjunto de instrumentos de financiamento e reforçar capacidades nacionais.
O crescimento na África Subsariana é demasiado fraco para convergir com o rendimento de outras regiões. Este capítulo das Perspetivas Económicas Regionais conclui que a implementação de reformas estruturais bem planeadas e coordenadas, com maior capacidade estatal e um contrato social credível, podem atrair investimento privado e aumentar o produto em até 20% num horizonte temporal de 5 a 10 anos.