Perspectivas Econômicas Regionais para as Américas de Abril de 2026
As Américas iniciaram 2026 em uma base sólida: o crescimento estava perto do potencial, grande parte dos hiatos do produto tinham sido eliminados e a inflação estava na meta ou convergindo para ela na maioria dos países. Contudo, o início da guerra no Oriente Médio repercutirá na região, embora de maneira desigual em cada país. Os grandes produtores de petróleo estão se beneficiando da alta dos preços da energia, enquanto os importadores de alimentos e de commodities energéticas estão enfrentando impactos econômicos inequivocamente negativos, sobretudo os países que lidam com uma dívida pública alta, dispõem de poucas reservas internacionais ou dependem de financiamento externo.
O trabalho feito no passado para fortalecer os quadros de política monetária deve ajudar a conter as pressões inflacionárias. A maioria dos países tem uma margem de manobra limitada na política fiscal para responder ao choque e enfrentará escolhas difíceis, como reduzir gastos em outras áreas ou obter mais receita daqueles que conseguirem arcar com esse aumento. Convém resistir às pressões políticas para conter a subida dos preços dos combustíveis e dos alimentos. Em vez disso, o apoio aos mais vulneráveis deve ser aplicado de forma estratégica.






