Perguntas-chave sobre a Guiné Equatorial
Última actualização: 17 de setembro de 2021
Leia as perguntas-chave sobre os acordos do FMI com a Guiné Equatorial
Por que razão necessita a Guiné Equatorial de apoio de emergência?
Já devastada pela pandemia de Covid-19 ainda em curso, a Guiné Equatorial foi surpreendida em 7 de março por grandes explosões acidentais num complexo militar em Bata, a sua maior cidade. As explosões mataram mais de 100 pessoas e provocaram danos generalizados nas áreas circundantes. Estes choques afetaram negativamente a atividade económica e enfraqueceram as posições orçamental e externa do país, criando um défice de financiamento substancial.
Com a derrapagem do acordo ao abrigo do Programa de Financiamento Ampliado (EFF, na sigla inglesa), dado que as reformas de governação demoraram mais do que o originalmente previsto, não é viável dar uma resposta eficaz à crise humanitária no âmbito do EFF. Colocar o programa novamente no bom caminho levará tempo, uma vez que as autoridades continuam a trabalhar em medidas estruturais pendentes enquanto enfrentam uma capacidade fraca para abordar a pandemia de Covid-19 e as consequências das explosões de Bata.
A Guiné Equatorial cumpre os requisitos de elegibilidade para receber apoio ao abrigo do Instrumento de Financiamento Rápido, tendo em conta que apresenta uma necessidade urgente da balança de pagamentos que, se não for abordada, resultará numa nova perturbação económica grave e imediata. Este défice da balança de pagamentos mantém-se mesmo após a aprovação pelo Conselho de Administração do FMI, em agosto de 2021, da alocação de USD 215 milhões de DSE para a Guiné Equatorial.





