Comunicado de imprensa 17/440

Equipa do FMI Conclui Visita do Corpo Técnico a Angola

15 de novembro de 2017

Os comunicados de fim de missão incluem declarações do corpo técnico do FMI que transmitem as conclusões preliminares após uma visita a um país. Os pontos de vista expressos neste comunicado são do corpo técnico do FMI e não representam necessariamente os pontos de vista do Conselho Executivo do FMI.
    • A economia angolana tem observado uma pequena recuperação ao longo do presente ano, mas continuam a existir desequilíbrios macroeconómicos substanciais.
    • O novo governo está inteiramente ciente dos desafios e aprovou um plano para começar a enfrentar estes desafios.

    Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI), liderada por Ricardo Velloso, visitou Luanda entre os dias 6 e 15 de novembro de 2017 para realizar trabalhos preparatórios para a missão de consulta ao abrigo do Artigo IV prevista no início de 2018 e ter discussões preliminares relativas às políticas económicas e planos de reforma previstos pelo novo governo para fazer face aos desequilíbrios macroeconómicos e melhorar as perspectivas de crescimento. No final da missão, o Sr. Velloso emitiu a seguinte declaração:

    “A economia angolana tem observado uma pequena recuperação ao longo do presente ano, mas continuam a existir desequilíbrios macroeconómicos substanciais. Espera-se que o produto venha a crescer 1,1 por cento e que a conta corrente externa venha a diminuir para 5,2 por cento do PIB, com a melhoria dos termos de troca de Angola. Contudo, a inflação continua alta. Apesar do aumento das vendas de divisas pelo Banco Nacional de Angola que reduziram as reservas internacionais líquidas para US$14,9 mil milhões, o diferencial entre as taxas de câmbio do mercado paralelo e do mercado oficial continua a ser muito grande, existindo ainda uma lista de espera de pedidos de compra de divisas nos bancos comerciais.

    “Os desequilíbrios macroeconómicos devem ser atacados com determinação. O novo governo está inteiramente ciente dos desafios e aprovou recentemente o Plano Intercalar de seis meses para orientar as acções de políticas até a divulgação do novo Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022. A missão fez um balanço dos desenvolvimentos económicos recentes e familiarizou-se com os planos das autoridades para fazer face aos desafios macroeconómicos. O Plano Intercalar está adequadamente centrado nos objectivos de intensificar os esforços de consolidação orçamental, introduzir maior flexibilidade da taxa de câmbio, e melhorar a governação e o ambiente de negócios, de modo a promover um crescimento mais rápido e inclusivo e a diversificação económica.

    “A missão manteve discussões frutuosas com Suas Excelências o Ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, o Ministro das Finanças, Archer Mangueira, o Ministro da Economia e Planeamento, Pedro da Fonseca, o Ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, o Governador do Banco Nacional de Angola, José Massano, e com outros altos-quadros do executivo. A missão teve ainda discussões com membros da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional e representantes do sector financeiro, sector privado não financeiro, empresa estatal de petróleo Sonangol, fundo soberano e comunidade diplomática.”

    Departamento de Comunicação do FMI
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