Comunicado de imprensa 25/157

FMI chega a acordo ao nível técnico com São Tomé e Príncipe sobre a primeira avaliação da Facilidade de Crédito Alargado e conclui consulta de 2025 ao abrigo do Artigo IV

23 de maio de 2025

Os comunicados de imprensa no fim das missões incluem declarações das equipas do corpo técnico do FMI que divulgam conclusões preliminares após uma visita a um país. As perspetivas expressas na presente declaração são da inteira e exclusiva responsabilidade do corpo técnico do FMI e não representam necessariamente as perspetivas do seu Conselho de Administração. Com base nas conclusões preliminares desta missão será elaborado um relatório pelo corpo técnico que, sujeito à aprovação da direção, será apresentado ao Conselho de Administração do FMI para apreciação e decisão.

    Washington, DC: Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) chefiada por Slavi Slavov, Chefe de Missão para São Tomé e Príncipe, realizou reuniões em São Tomé, de 8 a 21 de maio de 2025, com o objetivo de analisar os progressos das reformas e as prioridades políticas das autoridades no contexto da primeira avaliação do programa com São Tomé e Príncipe de 40 meses apoiado pela Facilidade de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês). O acordo foi aprovado pelo Conselho de Administração do FMI, a 19 de dezembro de 2024, num montante total de 18,5 milhões de DSE (cerca de 25 milhões de USD). A equipa também realizou a consulta de 2025 ao abrigo do Artigo IV.

    Na conclusão da visita, Slavi Slavov emitiu a seguinte declaração:

    “As autoridades são-tomenses e o corpo técnico do FMI chegaram a um acordo ao nível técnico sobre a primeira avaliação do programa económico de São Tomé e Príncipe apoiado pelo acordo da ECF. Sob reserva da aprovação por parte do Conselho de Administração do FMI, São Tomé e Príncipe terá acesso a cerca de 4 milhões de DSE (5,3 milhões de USD), elevando a aproximadamente 8 milhões de DSE (cerca de 10,6 milhões de USD) o total de apoio financeiro desembolsado pelo FMI ao abrigo do atual acordo.

    “À luz de uma conjuntura económica mundial cada vez mais difícil, a economia são-tomense continua relativamente resiliente, tendo crescido 1,1% em 2024, não obstante um nível de inflação persistentemente elevado, uma combinação de políticas restritivas e a vulnerabilidade do país às alterações climáticas e às catástrofes naturais. A inflação subsiste pouco acima dos dois dígitos, ao passo que a inflação subjacente assinalou uma descida considerável. O regime de paridade cambial tem constituído uma âncora para apoiar a estabilidade interna, mas o diferencial da inflação para com a área do euro acentuou a pressão sobre a frágil situação externa do país.

    “O crescimento deverá atingir 2,9% em 2025, acelerando mais para 4,7% em 2026 e situando-se em torno de 3,5% a médio prazo. Tal reflete a recuperação dos setores da agricultura e do turismo, ao passo que os investimentos privados e públicos deverão dinamizar ainda mais o crescimento no futuro. O programa apoiado pelo FMI serve de catalisador para mobilizar apoio financeiro e assistência técnica junto dos principais parceiros de desenvolvimento do país. A descida dos preços internacionais do petróleo deverá aliviar as pressões orçamentais e sobre o setor externo, contribuindo para a acumulação de reservas e a estabilidade macroeconómica. A reforma do setor da energia continua a ser fundamental para potenciar o crescimento e atenuar as pressões sobre a dívida pública e as reservas internacionais. O Governo deu passos significativos em matéria de consolidação orçamental, atingindo um saldo primário interno neutro em 2024, um resultado melhor do que a meta prevista de um défice de 0,5% do PIB.

    “No âmbito da consulta de 2025 ao abrigo do Artigo IV, a atenção centrou-se na importância do investimento em infraestruturas resilientes e na melhoria da gestão do investimento público a fim de reduzir a vulnerabilidade do país às alterações climáticas e às catástrofes naturais. O diálogo também abrangeu outras matérias, como a melhoria das previsões da inflação, a gestão da liquidez, assim como o reforço da inclusão financeira.

    “A equipa do FMI reuniu com o Presidente, Carlos Vila Nova; o Primeiro-ministro, Américo d’Oliveira dos Ramos; o Ministro de Estado para a Economia e Finanças, Gareth Haddad do Espírito Santo Guadalupe; a Governadora Interina do Banco Central, Lara Simone Beirão; outros representantes governamentais; representantes do setor privado, incluindo bancos; e parceiros de desenvolvimento. A equipa da missão manifesta o seu profundo apreço às autoridades pela sua cooperação, hospitalidade e diálogo construtivo sobre as políticas.”

    Departamento de Comunicação do FMI
    RELAÇÕES COM A MÍDIA

    ASSESSORA DE IMPRENSA: Pavis Devahasadin

    TELEFONE: +1 202 623-7100Email: MEDIA@IMF.org