Comunicado de imprensa 25/428

Corpo técnico do FMI conclui missão de consulta de 2025 com Angola ao abrigo do Artigo IV

18 de dezembro de 2025

Os comunicados de imprensa emitidos no final das missões contêm declarações do corpo técnico do Fundo Monetário Internacional (FMI) que transmitem conclusões preliminares após uma visita a um país. As opiniões expressas na presente declaração são as do corpo técnico do FMI e não representam necessariamente as opiniões do Conselho de Administração do FMI. Com base nas conclusões preliminares desta missão, o corpo técnico irá elaborar um relatório que, uma vez aprovado pela Direção, será apresentado ao Conselho de Administração do FMI para discussão e tomada de decisões.
  • Para 2025, prevê-se que a economia angolana cresça 1,9%, devido principalmente à diminuição da produção de petróleo e a um crescimento moderado da atividade não petrolífera.
  • O corpo técnico do FMI e as autoridades angolanas tiveram um diálogo produtivo sobre a importância de reduzir as vulnerabilidades do país face a choques petrolíferos, conciliando simultaneamente as necessidades de desenvolvimento e as expectativas sociais.
  • A consulta ao abrigo do Artigo IV com Angola deverá ser alvo de apreciação pelo Conselho de Administração do FMI em fevereiro de 2026.

Luanda, Angola. Uma equipa do FMI, liderada por Mika Saito, manteve discussões com as autoridades angolanas, entre 1 a 16 de dezembro, no âmbito da consulta de 2025 realizada ao abrigo do Artigo IV com o país. O crescimento económico de Angola abrandou em 2025, devido sobretudo à redução dos preços do petróleo, da produção petrolífera e ao crescimento moderado da atividade não petrolífera. Segundo as projeções, o crescimento real do PIB deverá desacelerar de 4,4% em 2024 para 1,9% em 2025. Embora a inflação permaneça elevada, as pressões inflacionistas continuaram a diminuir, prevendo-se uma taxa de inflação de 17,2% no final de 2025. As projeções apontam para um crescimento moderado de 2,0% em 2026, com uma recuperação gradual a médio prazo condicionada pelos progressos registados na diversificação da economia, enquanto a inflação deverá continuar a diminuir progressivamente. As pressões financeiras no curto prazo mantêm-se elevadas, devido à substancial carga de serviço da dívida. O orçamento para 2026 reflete a firme determinação das autoridades em ajustar as despesas e conter os riscos emergentes, de modo a preservar a estabilidade macroeconómica e a sustentabilidade da dívida, ao mesmo tempo que visa proteger os mais vulneráveis e a dinâmica de crescimento. A equipa do FMI agradece às autoridades nacionais pelo diálogo produtivo e pela hospitalidade. A consulta ao abrigo do Artigo IV com Angola deverá ser alvo de apreciação pelo Conselho de Administração do FMI em fevereiro de 2026.